segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"Eu, Alex Cross", de James Patterson

O Alex Cross continua a ser o melhor detetive do mundo e James Patterson (na minha opinião) é um dos grandes nomes da literatura policial contemporânea.

Este 16º volume foi um dos meus favoritos, embora considere que o melhor de todos é o 1º - "A Conspiração da Aranha", o que deu origem ao filme com o Morgan Freeman no papel de Alex Cross, e o que causa maior impacto, pois é ele que nos põe em contacto pela primeira vez com esta personagem tão complexa e tridimensional.

Como em todos os livros de Patterson, os capítulos são muito curtos (alguns de uma única página), o que confere um ritmo ainda mais acelerado à narrativa e torna a leitura muito fluída e quase cinematográfica. Além disso, as premissas da história são explosivas: Alex descobre na noite do seu aniversário que a sua sobrinha (que não vê há mais de 20 anos) foi brutalmente assassinada, a dado momento percebe-se o claro envolvimento da Casa Branca numa situação que pode colocar em causa a própria Administração e a avó "Nana" também corre risco de vida e a vida do próprio detetive pode estar em risco, como já nos temos vindo a habituar.

"Eu, Alex Cross" é muito pessoal - talvez o mais pessoal de todos os volumes que li. É estabelecida uma nova familiaridade com a personagem central desta série e com todos os elementos da família, Bree incluída, a namorada que já o acompanha desde há alguns anos. É impossível ficar indiferente ao sofrimento do clã Cross durante a investigação do assassinato de Caroline Cross e da própria doença de Nana, a matriarca que todos os leitores já se habituaram a ver como a avó que todos gostavam de querer.

Aguardo com muita expectativa a publicação do próximo volume, que certamente vai ser devorado tão ou mais depressa do que este.

✰✰✰✰✰ (5 em 5)